Na quinta, dia 29/02/2009, ocorreu o debate :
“A participação da mulher na política” (Promovido pela Fundacão Perseu Abramo) Reuniu cerca de 1.500 pessoas na Tenda Cuba 50 anos, na UFPA. Sexta 30/02 , o tema continuou em foco, desta vez na Ufra, com a realização de dois seminários:
pela manhã: Democratizar a democracia! As mulheres na reforma política, quando foi enfatizado o papel da reforma política para a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens; à tarde: Lançada a campanha “Mulheres donas da própria vida – Viver sem violência, direito das mulheres do campo e da floresta”. Todos os eventos contaram com a presença da ministra Nilcéia Freire, da SPM. O de quinta teve, também, a presença da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil da Presidência da República; da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa; da senadora Fátima Cleide e da secretária Nacional de Mulheres do PT, Laisy Morière.
Um destaque foi a palestra da ministra Nilcéia que, mesmo em tempo reduzido, empolgou a numerosa platéia: “Quando uma mulher entra para a política, muda a mulher; quando várias entram, muda a política. É por meio da política que trilhamos os caminhos do poder”, enfatizou. A ministra lembrou que nossa democracia tem um déficit de representação e ressaltou sua preocupação com a proposta de reforma política em curso no Congresso Nacional. “Não podemos fazer uma reforma cosmética, mas que permita o aprofundamento da democracia. No caso de optarmos pelo sistema de listas ordenadas nas eleições, que essas sejam por sexo, que haja financiamento para todas as campanhas e cotas nos espaços de poder.”Apontando para 2010 e para a possibilidade de termos mulheres concorrendo às eleições presidenciais no Brasil, Nilcéia Freire citou como exemplo positivo a eleição de
Michelle Bachelet no Chile: “Quando Michelle foi eleita, houve uma grande discussão dentro e fora do país sobre a importância disso para as mulheres em todo o mundo. Ainda mais considerando que o Chile é um país conservador que, até recentemente, não havia sequer aprovado a lei que permite o divórcio. Feliz foi o povo chileno que não deixou de eleger Michelle por ela ser mulher”, afirmou.
A ministra adiantou que mulheres, poder e democracia será o tema central das comemorações do próximo Dia Internacional da Mulher no Brasil e conclamou a platéia a refletir sobre a seguinte imagem ideal: um triângulo onde um dos lados represente mais poder para as mulheres, o outro represente mais autonomia e o último, menos violência.
Fonte: Cobertura Ibase do Fórum Social Mundial